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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mulher, futebol e jornalismo: tudo a ver!


Por Maíra

“Mulher não entende nada de futebol”! Essa frase é tão comum de se ouvir por aí, que tornou-se uma generalização. O que não é verdade. Muita mulher entende futebol, sim, apesar de ainda ser uma pequena porção, comparado com o grande número de homens. Isso é comum. O futebol sempre foi visto como um esporte masculino e, desde que nascem, os meninos são bombardeados com a ideia de que um homem que não gosta e não entende de futebol, é um ser difente dos demais.

E o que acontece? As mulheres são esquecidas pelos pais, primos e tios e eles investem o amor pelo time e o gosto pelo mundo da bola nos homens. Essa realidade é comum. Fato corriqueiro. Mulher e futebol? Impossível!

Mas e quando elas gostam e entendem e até resolvem tornar isso uma profissão? É isso mesmo. O mundo da bola é representado por uma porção de machos, mas no meio estão presentes algumas mulheres. O quadro é ainda um tanto quanto limitado, é verdade. Na maioria das vezes, elas estão no meio, mas com papeis pouco reconhecidos: apresentando programas com um texto pronto, lendo emails e dando palpites simples.

Infelizmente ainda existe um certo preconceito com a participação de mulheres na mídia, falando de futebol. O espaço dado ainda não é satisfatório e muitos homens preferem desconsiderar o que elas falam e dizem que só estão lá pela beleza e pelo tal ‘‘teste do sofá’’, como dizem por aí. É claro que isso existe, mas também não pode ser tomado como generalização.

Tem uma mulherada aí que sabe muito e, além de bonitas, são competentes e levam a profissão e o amor pelo futebol muito a sério.

Abaixo, segue uma lista com algumas jornalistas esportivas do Brasil:

Letícia Renna

Formou-se em jornalismo na PUC Minas (é isso mesmo!) e começou a carreira na televisão ainda na faculdade. Ingressou na TV Globo como estagiária, no fim do curso, em 2001. Apresentou o MGTV 1ª Edição da TV Integração, no interior de Minas Gerais, onde foi também repórter e editora. Foi convidada a trabalhar na Globo Minas e manifestou interesse na área de esportes.

Atualmente apresenta o Globo Esporte, exibido diariamente às 12:45.

Renata Fan

É formada em Direito pelo Instituto de Ensino Superior de Santo Ângelo e em Jornalismo pela FIAM - Faculdades Integradas Alcântara Machado, de São Paulo.

Trabalhou como locutora, durante três anos, na afiliada da Rádio Transamérica FM de Santo Ângelo. Já na RBS TV, foi responsável pela agenda cultural do programa Tele Domingo.

Estreou na Rede Record, em 13 de julho de 2003, como assistente de Milton Neves no Terceiro Tempo, exibido aos domingos, e assumiu esse posto, também, no Debate Bola. Em janeiro de 2007, gravou piloto na Band. É conhecida por “O furacão colorado”, apelido dado pelo apresentador por ser torcedora do Inter de Porto Alegre.

Em janeiro de 2007, Renata Fan assinou contrato com a Rede Bandeirantes, para apresentar um programa, também direcionado ao futebol, o já conhecido, Jogo Aberto. O programa foi ao ar a partir do dia 5 de fevereiro de 2007, às 11:30. Renata Fan, com seu novo programa, disputou audiência com o programa de Milton Neves, (Debate Bola). Também é radialista, fazendo uma pequena apresentação, chamada de A bela e a bola, no programa Globo Esportivo, da Rádio Globo.

Vanessa Riche

Formou-se em Publicidade e Propaganda pela Universidade Gama Filho. Chegou a trabalhar em uma agência de publicidade, mas foi no rádio que encontrou o seu talento.

Após curto estágio na Rádio Universidade da Faculdade Estácio de Sá, tornou-se locutora da casa, permanecendo por um ano na emissora. Da Estácio de Sá, foi para as Rádios Cidade e Jovem Pan, conseguindo alcançar a liderança de audiência em seus horários nos sete anos em que esteve no ar. A dinâmica do rádio e a rapidez da informação fez surgir o interesse pelo Jornalismo. Voltou à Gama Filho para efetuar o curso, concluído em 1998.

Deixou a Jovem Pan para integrar a equipe da Globo News em 1999. Na emissora, trabalhou como repórter, apresentadora de telejornais e do programa de variedades Via Brasil. A partir de um interesse próprio pelo esporte, passou a trabalhar no SporTV, em 2004. Integrada à equipe do canal pelo experiente jornalista Armando Nogueira, assumiu o diário esportivo de final de noite SporTV News em 2005. Após anos de sucesso com o telejornal, passou a apresentar o programa “Tá na Área”, em companhia com o narrador Luiz Carlos Júnior em 2010.

Glenda Kozlowski

Começou a vida no esporte surfando na modalidade bodyboarding, conquistando cinco campeonatos nacionais e quatro campeonatos mundiais: 1987, 1989, 1990 e 1991.

Em 1992, foi contratada pelo canal de televisão esportivo SporTV para apresentar o programa 360 graus.

Em 1996, foi contratada pela Rede Globo. Desde então, apresenta o programa esportivo dominical Esporte Espetacular periodicamente.

Glenda já participou da cobertura das Olimpíadas de 2004 em Atenas, da Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, Olimpíadas de 2008 emBeijing e mais recente da Copa do Mundo de 2010 na Africa do Sul.

Desde janeiro de 2009, está à frente da nova fase do Globo Esporte, inicialmente fazendo dupla com Tino Marcos.

Dimara Oliveira

É repórter da TV Bandeirantes em Minas Gerais, onde apresenta o tradicional programa “Minas Esporte”. De seus 20 anos de carreira, 15 são na Band. Os outros cinco foram na assessoria de imprensa do Cruzeiro. Participa também do programa “Só Esportes”, na Rádio Alvorada FM, de Belo Horizonte.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mas e o curso de Jornalismo?

Nós aqui do Deu a Louca! fazemos Jornalismo e até hoje ninguém falou sobre isso! Aproveitando que estamos de férias (sim, podem ficar com invejinha) resolvi falar um pouquinho sobre o que a gente aprendeu (ou eu aprendi) com esse primeiro período do curso.

Primeiramente, para os que pensam que Jornalismo é profissão que pode ser praticada sem diploma eu gostaria de fazer apenas uma ressalva: Você deixaria um engenheiro sem diploma construir a sua casa? Ou um médico sem diploma cuidar da sua saúde? Não? Então porque um jornalista sem diploma pode servir como ferramenta para te informar as principais notícias do dia? Assim como na educação infantil, aprendemos coisas que levamos para o resto da vida (respeito, cooperação, educação) a faculdade, para um jornalista, é necessária para que ele aprenda sobre ética, sobre o que é notícia (não, a mulher melão ter ido ao salão não é notícia), sobre respeitar fontes e principalmente sobre tentar sempre falar a verdade.

Se você pensa em tentar o vestibular para jornalismo em breve (ou não), ai vão certas coisas que devem ser levadas em consideração:

  • Jornalista não ganha MUITO dinheiro. O suficiente e só. Então, nada de dar uma de Becky Bloom (a jornalista-econômica-que-não-sabe-nada-de-economia) e sair comprando zilhões de coisas. Você vai ficar afundado em dívidas (BEM Becky Bloom, né?)

  • Pode parecer lindo a faculdade de jornalismo e você pode achar que você vai aprender coisas sobre rádio, TV e vai ficar fera e tal. Ok, você vai ficar fera (se se esforçar), mas o início do curso, é só teoria. APENAS teoria. Mas sem teoria, nada de prática, certo?
  • Antes de pensar em jornalismo, pense que você terá de enfrentar as mais adversas situações e a grande maioria delas são coisas que você NUNCA pensou em fazer na sua vida. Liberte-se dos seus preconceitos: eles não são legais para NENHUMA profissão.
  • Não entre na faculdade pensando em fama. A grande maioria dos jornalistas famosos de hoje em dia batalhou muito (ou nem tanto) pra chegar onde está.
  • Pode dar certo nos filmes, mas já vou falar que é meio difícil achar o amor da sua vida enquanto você está fazendo uma reportagem, como em Nunca fui beijada, com Drew Barrymore ou em Como perder um homem em dez dias, com a Kate Hudson. Quer dizer, não é impossível , né Thaís? Ai, vocês tinham que conhecer o Leo *-* haha

  • Assista a alguns filmes sobre o assunto. Comédias românticas são fofas e tudo mais, mas não rola né?
Cidade do Silêncio, com Antônio Banderas (LINDO!) e a Jennifer Lopez mostra um pouquinho da profissão e das dificuldades de se fazer AQUELA reportagem. Baseado em fatos reais, o filme se passa na fronteira México/ Estados Unidos e nos mostra coragem e bravura.

Acima de qualquer suspeita nos prende do início até o fim. Sério. Além de ter o lindo Jesse Metcalfe como personagem principal, o jornalista CJ Nichols o enredo do filme pergunta o tempo inteiro para os jornalistas: até onde você iria pela reportagem da sua vida? Já vou adiantando que o final é surpreendente, mas se você for observador, desvenda nos primeiros minutos do filme.


E se você for na Wikipedia lá tem mais uma listinha de filmes que você pode assistir também.

Então, essas são algumas coisas que se deve levar em consideração antes de se pensar em jornalismo. Eu não levei em consideração nada disso, mas estou muito feliz com o meu curso, de verdade. Antes de mais nada, esse não é um post pra fazer você que já se decidiu sobre o curso desistir dele. De forma alguma. É mais pra gente que ainda não se decidiu, ponderar sobre ele. Porque no final das contas, é claro, faculdade é sempre faculdade. É por lá que você conhece aquelas pessoas super interessantes, que gostam das mesmas coisas que você e que estão sempre dispostas a encarar uma loucura com você. O Deu a Louca! nasceu disso, não é mesmo?